Consórcio PCJ e Prefeitura de Jaguariúna iniciam implantação de matrizeiro e auxiliam a recuperar espécies em extinção nas bacias PCJ

 09/01/2012

 


O Consórcio PCJ, através do seu Programa de Proteção aos mananciais, e a Prefeitura de Jaguariúna dão início nessa semana à implantação de um matrizeiro que deve auxiliar a região a recuperar espécies de vegetação ameaçadas de extinção. A cidade irá ceder uma área de 7.000 m ² para que o projeto seja implantado com o plantio de várias unidades de 80 espécies diferentes para a produção de sementes que serão utilizadas em futuros reflorestamentos nas bacias PCJ. 

A área cedida está inserida na propriedade Fazenda da Barra, em Jaguariúna. Para o prefeito da cidade e vice-presidente de Relações Institucionais do Consórcio PCJ, Gustavo Reis, dentre várias ações já em andamento, a parceira para a construção do matrizeiro é de extrema importância para a recuperação das matas ciliares nos rios Camanducaia e Jaguari. No entanto, Reis ainda ressalta que os benefícios do projeto não se restringem apenas ao reflorestamento e recuperação das áreas verdes. “A iniciativa potencializa várias ações em outras áreas do município, como o saneamento. Além disso, essas mudas servirão para Jaguariúna e outros municípios das bacias PCJ”, destaca o prefeito. 

A Mata Atlântica, bioma que prevalece na região, é o sistema que apresenta o maior número de espécies de flora ameaçadas de extinção no Brasil. Segundo dados da Lista Oficial das Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção, elaborada pela Fundação Biodiversitas para o Ministério do Meio Ambiente (MMA), hoje existem 276 espécies que correm o risco de desaparecer. “Quando uma espécie deixa de existir, isso traz conseqüências para a biodiversidade e a proteção dos recursos hídricos, além de dificultar o trabalho de recuperação dos mananciais da região”, ressalta o gerente técnico do Consórcio PCJ, Alexandre Vilella. 

Um projeto como esse já vem sendo desenvolvido pelo Consórcio PCJ desde 2009, em parceria com o SEMAE (Serviço Municipal de Água e Esgoto de Piracicaba). A iniciativa contou com o plantio de 350 mudas nativas de 80 espécies diferentes. A intenção dos parceiros é expandir a idéia é fazer com que a região das bacias PCJ amplie seu potencial de geração de sementes. Atualmente, o Consórcio PCJ possui parcerias com 14 viveiros da região com o objetivo de se obter mudas para atender os projetos de reflorestamento. No entanto, antes de se conseguir as mudas, é necessário produzir as sementes. Hoje essa é uma dificuldade presente em projetos de reflorestamento. “As bacias PCJ vivem uma escassez hídrica muito grande e a proteção aos mananciais são de extrema importância para garantirmos o balanço hídrico. Por isso, queremos que a região tenha amplie o “berço de sementes” diz Vilella. 

 

Projeto é financiado com recursos de experiência pioneira no Brasil


O projeto de implantação do matrizeiro em Jaguariúna será financiado com recursos proveniente do Programa de Cobrança Voluntária pelo Uso dos Recursos Hídricos promovido pelo Consórcio PCJ e municípios desde 1999, denominado R$0,01/m³ – Jaguari.

A implementação da Cobrança pelo Uso da Água foi uma das bandeiras do Consórcio PCJ em tempos que as bacias PCJ não possuíam o sistema “oficial” de cobrança. A ferramenta sempre foi considerada fundamental para que as ações de melhorias em prol dos recursos hídricos pudessem ser implantadas na região. 

A experiência de cobrança teve como objetivo promover o exercício do instrumento de gestão, racionalizar o uso da água e investir recursos em projetos ambientais, com algumas cidades contribuindo, de forma voluntária, com R$0,01 por m³ retirado do rio.

Os recursos arrecadados nos municípios de Amparo, Holambra, Jaguariúna e Pedreira, na bacia do Rio Jaguari já financiaram inúmeros projetos ligados a educação ambiental, proteção aos mananciais, combate as Perdas de Água e saneamento. Tal experiência propiciou que, a partir de 2006, os rios de domínio da união que cortam as bacias PCJ implantassem a cobrança prevista na Lei 9433/97 e no ano seguinte, em 2007, os de domínio do estado de São Paulo e em 2010, na parcela Mineira das Bacias PCJ.

 

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