Evento sobre resiliência hídrica foi promovido pelos Comitês PCJ e a ARES-PCJ em parceria com a Agência das Bacias PCJ, em ambiente virtual
Nas Bacias PCJ, o período de estiagem causa muita atenção, pois é quando a disponibilidade hídrica chega a patamares mais críticos, abaixo dos recomendados pela Organizações das Nações Unidas (ONU). Como se precaver aos impactos das estiagens foi o centro dos debates do evento “Resiliência em Períodos de Estiagem: Planejamento para Implementação de Planos de Contingência para Escassez Hídrica”, promovido pelos Comitês PCJ e a ARES-PCJ, na manhã da última quarta-feira (27), em ambiente virtual. Na ocasião, o Consórcio PCJ apresentou sobre “a importância dos planos de contingência e da comunicação com a população”.
A exposição foi feita pelo secretário executivo do Consórcio PCJ, Francisco Lahóz, que atentou para a importância que planos de ações sejam planejados e executados, diante da urgência ocasionada pelos eventos climáticos e hidrológicos extremos. “Todos devem implementar planos de contingenciamento, uma vez que os eventos extremos cada vez mais tem exigido que as regiões hidrográficas se antevejam aos impactos gerados por essas ocorrências”.
Em sua apresentação, Lahóz destacou que um plano de contingência para a segurança hídrica é de extrema importância por conter diretrizes, protocolos e investimentos para garantir o abastecimento humano e mitigar riscos de escassez e, que as estratégias de comunicação que permitirão atingir as metas pretendidas, devem iniciar pela sensibilização e capacitação dos funcionários do responsável do saneamento no município, de natureza pública ou privada e, secretarias municipais de agricultura, educação e meio ambiente, entre outras. Na sequência, com respostas, justificativas e convencimento, chega-se à população.
O secretário executivo do Consórcio PCJ atentou que, desde 2000, diante da necessidade dos municípios associados de apoio no enfrentamento das estiagens, a entidade elaborou o projeto “Operação Estiagem”, com o objetivo de auxiliar e orientar os associados em providências preventivas de planejamento, visando organizar ações para o enfrentamento da estiagem, contidas em um documento intitulado “Medidas para Superar Estiagens”. Priorizados em situações de baixa, média e alta dificuldade no suprimento hídrico.
Estudos recentes alertam que os incidentes devido à eventos climáticos extremos no Brasil mais do que triplicaram nas últimas décadas. Segundo o levantamento feito pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), em 2025, o Brasil registrou milhares de desastres hidrometeorológicos, afetando mais de 336 mil pessoas, sendo que entre os principais eventos estão: secas severas, queimadas, chuvas torrenciais e deslizamentos de terra.
Lahóz, também lembrou que o Consórcio PCJ, participa como membro do Grupo Técnico de Estiagem, dos Comitês PCJ, e segue rigorosamente as recomendações do Grupo, incorporando-as ao seu Projeto “Operação Estiagem 365 dias”, disponível na Biblioteca Virtual do site do Consórcio PCJ (clique aqui e acesse).
Com certeza, as atividades que já estão sendo desenvolvidas pelo Consórcio PCJ, onde se acumulam 26 anos de experiência e atuação prática, poderão futuramente, caso os Comitês PCJ decidam pela elaboração de um Plano de Contingência para a Segurança Hídrica, serem incorporadas a essa iniciativa.
O evento “Resiliência em Períodos de Estiagem: Planejamento para Implementação de Planos de Contingência para Escassez Hídrica”, foi uma iniciativa da Câmara Técnica de Planejamento (CT-PL) dos Comitês PCJ e da Ares-PCJ, com apoio da Agência das Bacias PCJ. O encontro reuniu representantes de instituições ligadas à gestão de recursos hídricos, regulação e saneamento para discutir os principais desafios relacionados à segurança hídrica e às medidas necessárias para minimizar os impactos da escassez de água. A transmissão online do evento foi realziada pelo Canal da ARES-PCJ no YouTube, e disponível para ser assistido a qualquer momento clicando aqui. No encerramento da sua exposição, Lahóz ainda destacou a importância da sustentabilidade financeira para implementação de ações de superação das estiagens, que devem previamente constar nos Planos Municipais de Saneamento, permitindo obter o respaldo das Agências de Regulação na construção de suporte financeiro, para atendimento a essas demandas.