Acumulado no primeiro bimestre de 2026 alcança 485,9 mm, índice 21% superior ao esperado para o período
O município de Santa Bárbara d’Oeste, associado ao Consórcio PCJ, registrou em fevereiro deste ano um volume de chuvas 66% acima da média histórica prevista para o mês. No período, foram registrados 279,2 mm de precipitação, enquanto a média esperada era de 168 milímetros.
Os dados foram divulgados pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Santa Bárbara d’Oeste e são provenientes do pluviômetro instalado no ponto de captação de água bruta da Represinha. De acordo com o levantamento, o acumulado de chuvas nos dois primeiros meses de 2026 atingiu 485,9 mm, volume 21% acima da média estipulada para o bimestre.
Em janeiro, a precipitação registrada foi de 206,7 mm, valor 23,3 mm abaixo da média histórica do mês. No entanto, o intenso volume observado em fevereiro foi determinante para elevar o acumulado anual. Historicamente, a última vez que o mês de fevereiro superou a marca de 200 mm no município foi em 2020, quando foram registrados 306,5 mm.
Com a aproximação do período de estiagem, tradicionalmente compreendido entre abril e setembro, as chuvas intensas registradas neste início de ano têm contribuído de forma significativa para o armazenamento de água bruta no município, assim como na região.
Vale destacar que Santa Bárbara d’Oeste conta atualmente com três represas de abastecimento, Areia Branca, São Luís e a recém-inaugurada Represa Parque das Águas, que juntas somam capacidade de armazenamento estimada em aproximadamente 12 bilhões de litros de água. Segundo o DAE de Santa Bárbara d’Oeste, esse volume garante condições seguras de abastecimento ao município pelos próximos 50 anos, reforçando a segurança hídrica da cidade.
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O DAE de Santa Bárbara d’Oeste reforça que, apesar do cenário mais favorável nos reservatórios, o uso consciente da água deve permanecer como prática permanente da população, assegurando sustentabilidade e equilíbrio no sistema de abastecimento ao longo de todo o ano.
O Boletim Hidrológico elaborado pelo Consórcio PCJ, que analisa as precipitações, as vazões dos rios nas Bacias PCJ, o panorama do Sistema Cantareira e as previsões climáticas da região, reforça que embora o período atual favoreça uma recuperação natural dos mananciais, o cenário nas Bacias PCJ ainda exige atenção. Isso se deve aos déficits pluviométricos acumulados ao longo de 2025, que continuam impactando os níveis de armazenamento e as vazões dos rios no geral.