Recuperação da mata ciliar do Ribeirão Quilombo demanda o plantio de 280 mil mudas de árvores

Primeira fase do estudo do Consórcio PCJ aponta necessidade de investimento de R$ 5,7 milhões
A equipe técnica do Consórcio PCJ entregou na última quinta-feira, dia 27, estudo preliminar sobre a recuperação das matas ciliares do Ribeirão Quilombo ao presidente da entidade e prefeito de Nova Odessa, Benjamim Bill Vieira de Souza, e ao assessor especial da presidência, Ricardo Ongaro. Segundo o documento, será o necessário o plantio de 280 mil mudas de árvores nativas às margens do ribeirão, o que demandará investimento estimado na ordem de R$ 5,7 milhões.

A primeira fase do estudo foi realizada pelo Programa de Proteção aos Mananciais do Consórcio PCJ e consistiu em analisar por imagens de satélite o percurso do Ribeirão Quilombo desde a sua nascente em Campinas até a sua foz no Rio Piracicaba, em Americana, verificando características como a largura da mata ciliar e a presença ou não de cobertura florestal.

“Este é o primeiro passo que estamos dando no sentido de recuperar esse importante ribeirão para a nossa região. O Consórcio PCJ ainda vai se aprofundar mais em estudos de outras áreas como o de macrodrenagem e tratamento de esgotos, para termos um dossiê completo sobre o estado atual do Quilombo e os investimentos necessários”, atentou o Presidente do Consórcio PCJ, Bill.

Para calcular o déficit de mata ciliar utilizou-se como base de cálculo a necessidade de reflorestamento obrigatório por lei de 30 metros em cada margem. A determinação da quantidade de mudas levou-se em conta o padrão “3x2m”, ou seja, o plantio sendo feito em linhas paralelas de 3 metros de distância entre elas, com as mudas planadas a cada 2 metros.

“Com relação à cobertura florestal, o Ribeirão Quilombo está bem preservado em seus primeiros quilômetros após a sua nascente. No entanto, conforme ele avança em seu percurso por áreas mais urbanas e conurbadas, a qualidade e quantidade de água do manancial acaba sofrendo severos impactos”, comenta o coordenador do Programa de Proteção aos Mananciais do Consórcio PCJ, Guilherme Valarini.

A segunda etapa do projeto consiste na divisão da quantidade de mudas e investimentos necessários por área dos municípios por onde o Ribeirão Quilombo cruza e a confirmação das áreas a serem recuperadas, evidentemente.

De posse dessa nova etapa, junto com o estudo de macrodrenagem e tratamento de efluentes, o Presidente do Consórcio PCJ quer apresentar o dossiê sobre o Ribeirão Quilombo a todos os prefeitos da sub-bacia para juntos buscarem soluções e recursos para a sua recuperação.

A sub-bacia do Ribeirão Quilombo abrange um total de seis municípios: Americana, Nova Odessa, Sumaré, Hortolância, e parte dos municípios de Paulínia e Campinas. O curso d’água possui extensão de 50 km desde a sua nascente, na cidade de Campinas, até a sua foz no Rio Piracicaba, no município de Americana. A sub-bacia possui 396 km², caracterizada por ocupação majoritariamente urbana e com índice de chuva variando entre 1.200 e 1.800 mm.

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