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Bacias de retenção pode ser a última saída para a crise hídrica nas Bacias PCJ

26 agosto 2015



O Consórcio PCJ está intensificando a recomendação para que os municípios nas Bacias PCJ construam Bacias de Retenção com o objetivo de evitar problemas de drenagem e erosão na zona rural, além de serem ferramentas baratas e práticas para armazenar água de chuva e recarregar o lençol freático, bastante comprometido pela estiagem que dura quase dois anos na região.
As bacias de retenção, também conhecidas como bacias de captação ou cacimbas, podem ser construídas tanto em área urbana ou rural, sendo mais comum ao lado de estradas vicinais. A localização delas é definida tecnicamente em função do declive do terreno, da área de exposição, tipo de solo e volume de precipitação local.

Durante todo ano, porém com mais expressão no decorrer da estação chuvosa, que ocorre entre os meses de outubro a março, as bacias armazenam as águas das chuvas, que por infiltração através dos horizontes do perfil do solo vão abastecer o lençol freático, aumento o potencial dos mananciais e nascentes.

Para se ter ideia do potencial desperdiçado de reservação de água com a não implantação dessa iniciativa, pegue como exemplo um município qualquer com média de precipitação de 1.000 milímetros/ano. Se esse município possuir 500 km de estradas vicinais municipais, com largura aproximada de 10 metros, portanto, uma área de 5.000.000 de m², sem as bacias de retenção implantadas, seria desperdiçada cinco bilhões de litros de água por ano, segundo o Manual Técnico de Manejo e Conservação do Solo, volume 5, elaborado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo e da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI). Nas Bacias PCJ, a média de precipitação é de 1.500 milímetros em épocas normais.

O Estado de São Paulo possui 198.964 km de estradas, dos quais desse total, 80% são vicinais, de acordo com o Departamento de Estradas de Rodagens (DER). Dados da CATI estimam para a perda de mais de 193 milhões de toneladas de solo por erosão, associados às estradas vicinais paulistas, que poderiam ser perfeitamente evitadas com a implantação das bacias de retenção.

“A construção de bacias de retenção solucionam o problema de drenagem das águas pluviais na zona rural, como também evita a erosão e deterioração das estradas vicinais. Some-se a isso o fato de podermos criar uma reserva estratégica de água, armazenando as águas das chuvas que virão no próximo período chuvoso, auxiliando dessa forma, a recarga do lençol freático”, comenta o secretário executivo do Consórcio PCJ, Francisco Lahóz.

Desde fevereiro de 2014, com a divulgação dos 25 Mandamentos da Estiagem, o Consórcio PCJ tem sugerido aos municípios a implantação das bacias como forma de recarga das nascentes e ampliação da reserva hídrica. Lahóz ainda atenta que o momento de implantá-las é agora, para que com a chegada do período chuvoso, a partir de outubro, as bacias de retenção já possam armazenar água. “É necessário aproveitar o período seco para realizar essas obras para nos prepararmos para a estiagem de 2016, que ainda não sabemos se será de mesma ou maior intensidade que estamos passando, atualmente”, diz.

Piracicaba e Limeira tem realizado um forte trabalho nesse sentido. Cada um dos municípios possuem 250 bacias de retenção implantadas. Limeira tem buscado financiamentos por meio de linhas do governo estadual e federal, e pretende instalar até a metade de 2016 mais 150 bacias, o que vai fazer o município saltar esse número para 400.

O Consórcio PCJ tem orientado aos municípios a implantarem o máximo de bacias de retenção possível ainda neste ano para que com a vinda da época de chuvas, elas possam armazenar água para atravessarmos a estiagem de 2016.

Como sugestão de leitura e de complementar o conhecimento sobre o tema, segue anexo o Manual Técnico de Manejo e Conservação do Solo, volume 5, elaborado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo e da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI). Abaixo segue links de estudos sobre o mesmo assunto.

– Manual Técnico de Manejo e Conservação do Solo e Água, Volume V: http://agua.org.br/wp-content/uploads/2015/08/manualaguasolo-v-5.compressed.pdf

– Controle de erosão em estradas rurais não pavimentadas, utilizando sistema de terraceamento com gradiente associado a bacias de captação (Dissertação de mestrado Rui Donizete Casarin, UNESP Botucatu, 2008)). Disponível em: http://www.pg.fca.unesp.br/Teses/PDFs/Arq0317.pdf

– Notas de Aulas Práticas da disciplina de Conservação do Solo e da Água (GCS 104) da Universidade Federal de Lavras, elaborada pelos Professores José Maria de Lima, Geraldo César de Oliveira e Carlos Rogério de Melo. Disponível em: http://www.dcs.ufla.br/site/_adm/upload/file/slides/matdispo/geraldo_cesar/notas_de_aula-pratica.pdf


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