Em comemoração ao Dia da Árvore, celebrado nesta segunda-feira, 21 de setembro, municípios e empresas associadas ao Consórcio PCJ estão realizando o plantio de uma muda de Ipê Branco, árvore símbolo da entidade e da integração regional. Esta mobilização ganha significado especial em 2026, ano em que o Programa de Proteção aos Mananciais (PPM) da entidade completa 35 anos de atuação.
Desde 1991, o programa já contribuiu para o plantio de mais de 4,5 milhões de mudas de espécies nativas e para a recuperação de aproximadamente 2,7 mil hectares de matas ciliares nas Bacias PCJ, área equivalente a cerca de 3,6 mil campos de futebol. Além de ampliar a cobertura vegetal, o PPM está relacionado a uma função importante das florestas para os recursos hídricos: favorecer a infiltração da água da chuva no solo e contribuir para a recarga das reservas subterrâneas.
O engenheiro agrônomo José Carlos Perdigão, especialista em Gerenciamento Ambiental pela ESALQ/USP e presidente da Jaguatibaia Associação de Proteção Ambiental, utiliza uma comparação simples para explicar essa relação: as florestas ajudam a abastecer verdadeiras “caixas d’água da natureza”.
Segundo Perdigão, em entrevista ao canal especial do PPM no site do Consórcio PCJ, quando a chuva encontra uma área de floresta, os pingos batem nas folhas, caem mais devagar e escorrem pelos ramos e troncos até chegarem ao solo. Nessas áreas, o acúmulo de matéria orgânica, formado também pelas folhas que caem e são recicladas por microrganismos, contribui para tornar o solo mais poroso, permitindo que a água se infiltre e abasteça as reservas subterrâneas.
“Chamo isso de caixa d’água da natureza, no fundo do solo existem caixas d’água que só vão ser abastecidas se houver uma infiltração lenta e suave. Tecnicamente, elas são chamadas de lençol freático, mas se a gente guardar esse termo “caixa d’água da natureza” nunca mais vai esquecer da importância da água subterrânea”, destaca o engenheiro.
35 anos do Programa de Proteção aos Mananciais
Inspirado em uma experiência da Itaipu Binacional, o Programa de Proteção aos Mananciais do Consórcio PCJ começou com um projeto-piloto na microbacia do Ribeirão Forquilha, em Capivari. O primeiro plantio simbólico ocorreu em outubro daquele ano, na Fazenda Milhã, com 200 mudas. A partir dali o trabalho avançou pelas propriedades da microbacia e aproximadamente 120 mil mudas foram utilizadas em sua recuperação. Posteriormente, a iniciativa chegou a outras localidades das Bacias PCJ, se tornando um programa referência em preservação de nascentes e matas ciliares.
Atualmente, o PPM mantém parceria com 16 viveiros municipais, que recebem sementes, saquinhos plásticos, plântulas, placas de identificação e outros insumos para fortalecer a produção de espécies nativas destinadas a ações de restauração florestal, recuperação de nascentes e proteção de Áreas de Preservação Permanente.
“Tão importante quanto plantar mudas é sensibilizar a sociedade sobre a importância das árvores para o meio ambiente”, comenta o secretário executivo do Consórcio PCJ e coordenador do PPM, Francisco Lahóz.
Mais informações sobre o PPM no site: https://agua.org.br/protecao-aos-mananciais/