Reservatório quando pronto terá capacidade de 9,7 bilhões de litros de água e beneficiará a população de Indaiatuba, Itu e Salto, além de ampliar a segurança hídrica das Bacias PCJ
O Consórcio PCJ promoveu na última quinta-feira, dia 11, uma comitiva de visita às obras da Barragem do Ribeirão Piraí, em Salto (SP), com a presença de entidades do Sistema de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SIGRHI) das Bacias PCJ. Atualmente, a construção do reservatório está na sua primeira fase de execução e deve ser concluída até fevereiro de 2027. Quando pronta, a barragem terá capacidade de reservação para 9,7 bilhões de litrosde água e vai beneficiar a população de quatro municípios (Cabreúva, Indaiatuba, Itu e Salto), além de ampliar a segurança hídrica da bacia como um todo.
Importantes órgãos de gestão de recursos hídricos da região e do Estado estiveram presentes, entre eles: Fundação Agência das Bacias PCJ, Comitês PCJ, SP Águas, além das presenças dos prefeitos e representantes das cidades envolvidas com a obra e vereadores locais. Também, esteve presente o Superintendente do SAAE Indaiatuba, Sandro de Almeida Lopes Coral.
Participaram da visita membros do Consórcio Intermunicipal do Ribeirão Piraí (CONIRPI), fundado com o objetivo de planejar e executar planos, programas e projetos para acelerar o desenvolvimento socioeconômico e ambiental da região.
A secretária executiva do CONIRPI, Vanessa Cristina do Carmo Kuhl, realizou um breve histórico sobre o passo a passo para o início das obras da barragem. Segundo ela, na primeira fase de construção já foram investidos R$ 140 milhões, sendo R$ 70 milhões do Governo Estadual, R$ 57 milhões do Governo Federal e R$ 18 milhões do CONIRPI.
A diretora de planejamento do SAAE Indaiatuba, Karoline Monaro, detalhou os estágios atuais da obra e o cronograma de entrega. “A primeira fase da obra contempla a construção do barramento na sua totalidade de 15 metros de altura e todas as estruturas de concreto que estão juntas com ele, como a torre de tomada de água, vertedouro e uma adutora até a futura estação elevatória, prevista para a segunda etapa”.
Segundo Karoline, atualmente, estão sendo levantadas a base do vertedouro e armadas as lajes das adufas, estruturas com túneis que funcionam para o enchimento do reservatório na etapa inicial e para realizar as descargas de fundo. A construtora da barragem também já finalizou a região chamada de tapete de argila impermeável, que consiste na troca de solo por um tipo mais argiloso para evitar que a água percole ou infiltre por baixo da estrutura.
A importância da barragem para a região e para as Bacias PCJ ficou evidente diante da presença dos prefeitos das cidades que formam o CONIRPI, durante a visita técnica. Estiveram presentes, o prefeito de Indaiatuba e vice-presidente do Consórcio PCJ para o Programa de Integração Regional, Dr. Custódio Tavares Dias Neto, o prefeito de Itu e presidente do CONIRPI, Herculano Castilho Passos Júnior, e o prefeito de Salto e vice-presidente do CONIRPI, José Geraldo Garcia. Todos atentaram para os impactos positivos à segurança hídrica local e os ganhos econômicos que serão possíveis pela exploração do turismo sustentável no entorno da barragem, porém, pontuaram sobre o grande desafio de buscar recursos para a realização da segunda etapa da obra.
Sobre esse tema, o prefeito de Itu atentou que está em negociações com os Governos Estadual e Federal. Passos Júnior informou que vem articulando reuniões sobre o tema em Brasília, por exemplo, com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e a ministra da Casa Civil, Mirian Belchior. “É muito importante o empenho dos prefeitos e das Câmaras de vereadores junto aos governos Estadual e Federal porque só os municípios não conseguem o recurso para concluir a obra e se caso não conseguir esses valores vamos atrás de outros projetos para que a gente conclua, que vai fazer vai”, afirmou.
O prefeito de Indaiatuba destacou a importância da obra para a população e para sustentabilidade hídrica. “O impacto em primeiro lugar é garantir segurança hídrica, que significa água na torneira das pessoas, o segundo ponto é o desenvolvimento para toda a nossa região, atraindo mais indústrias, gerar emprego e mexer diretamente na economia”, atentou Custódio.
Ele, também, destacou a necessidade de apoio dos governos no investimento de recursos para a segunda etapa da obra. “A primeira fase da construção vai até fevereiro de 2027 e temos de estar em andamento com a execução da segunda fase para a obra não parar, para isso precisamos do empenho e sensibilidade, tanto do Governo do Estado, como do Federal, para que possamos ter os recursos para finalizar a obra até o final de 2028”, solicitou o prefeito de Indaiatuba. Custódio ainda completou que a água, primeiramente, é importante para a vida e, em segundo lugar, para o desenvolvimento da região.
Já o prefeito de Salto destacou o valor turístico agregado que o Reservatório do Piraí dará às cidades do seu entorno. “A barragem está sendo construída entre Salto e Itu, que são estâncias turísticas, então, além da reservação de água, que é necessária para vida, teremos um equipamento turístico, com turismo náutico, tornando as duas cidades mais conhecidas e com projetos de estado e não de governo, é um projeto para as futuras gerações”, comentou Garcia.
O secretário executivo do Consórcio PCJ, Francisco Lahóz, lembrou durante a visita técnica, que a construção da Barragem do Piraí faz parte de um planejamento estratégico das Bacias PCJ, realizado no início da década de 1990, buscando dar mais segurança hídrica para toda a região. “Essa obra faz parte do plano Captação de Água, realizado pelo Consórcio PCJ junto ao DAEE, hoje SP Águas, em 1992, que previa a construção de três reservatórios prioritários nas Bacias PCJ: em Amparo e Pedreira, também em construção, e o do Piraí”, disse.
Lahóz destacou que o Consórcio PCJ participou das articulações prévias para a elaboração do projeto da barragem, destacando nas audiências públicas sobre a importância para a sustentabilidade hídrica da região. “permanecemos juntos, Consórcio PCJ e CONIRPI, para que essa obra em momento algum paralise, necessitamos dessa água para garantir o suprimento hídrico das Bacias PCJ”.

Sobre o Reservatório do Piraí
A Barragem do Ribeirão Piraí é uma importante obra de infraestrutura que garantirá a regularização da vazão de água do Ribeirão, a ser utilizada para abastecimento público dos municípios que fazem parte do Consorcio Intermunicipal do Ribeirão Piraí – CONIRPI, sendo eles: Cabreúva, Indaiatuba, Itu e Salto.
O barramento e o reservatório a ser formado na divisa dos municípios de Salto e Itu, terá capacidade de reservação para 9,7 bilhões de litros de água, sua extensão é de 3,5 quilômetros com a largura média de 450 metros e profundidade de 15 metros. Além de um espelho d´água de 1.823.960 m², área de Preservação Ambiental (APP) de 1.617.250 m², somando uma área total de 3.441.210 m². Já a Travessia tem uma extensão de 370 metros e a altura de 9,5 metros e o Dique com uma extensão de 700 metros e a altura de 9,5 metros.