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Universalização do saneamento pode custar R$ 1 trilhão e empresas do setor querem mais segurança jurídica para ampliar investimentos

19 maio 2020



Tema foi debatido na última sexta-feira (15), durante webinar promovido pelo Consórcio PCJ e contou com a participação de 348 pessoas

“Estima-se que para universalizar o acesso ao saneamento básico serão necessários mais de 600 bilhões de reais e esse recurso não virá se não tiver um marco regulatório, que de garantias e segurança jurídica para os investidores”, atentou a CEO da BRK Ambiental, Teresa Vernaglia, no início de sua apresentação, durante o Webinar “Universalização do Saneamento e o Papel da Iniciativa Privada”, promovido pelo Consórcio PCJ na tarde da última sexta-feira, dia 15 de maio. O encontro online foi transmitido ao vivo pelo Youtube e Facebook da entidade e contou com as participações do Presidente Regional da AEGEA Mirante de Piracicaba, Jacy Prado, do Vice-Presidente Nacional da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), Carlos Rosito, e teve como moderador dos debates o Diretor de Concessão da BRK Ambiental e conselheiro do Consórcio PCJ, Fernando Mangabeira.

Teresa ainda destacou que o sucesso do saneamento no país passa pelo tripé: marco regulatório, agência reguladora com recursos financeiros e técnicos, e projetos de qualidade, com a divisão de riscos entre o poder concedente e concessionário. A CEO da BRK Ambiental também evidenciou a importância da comunicação nesse processo. “se a gente não começar logo cedo a trabalhar nas pessoas o porquê do saneamento ser importante, atrelando para as pessoas que aquela ida ao posto de saúde por diarreia se deve por falta de acesso à água de qualidade, a gente sempre será refém do por que pagar a tarifa de água ou que ela é muito cara, e para os políticos ficaremos sempre no paradigma de que é obra que fica embaixo da terra. O saneamento é a maior mazela que as comunidades mais vulneráveis possuem hoje”, pontuou.

Mesma ideia foi apontada pelo Diretor da AEGEA Mirante, que discorreu sobre a importância de trabalhar a comunicação e sensibilização na comunidade. “A gente interage muito com a população divulga para outras cidades e estados o quão importante o setor é para a saúde e bem estar geral”, comentou Jacy Prado e ainda acrescentou que a melhoria do tratamento de esgoto em Piracicaba acarretou uma diminuição de pessoas doentes, o que contribui no combate à pandemias, como a do coronavírus. “A gente tem o compromisso de não deixar as pessoas ficarem doentes e, assim, não precisarem usar o hospital”, disse.

Para Prado, os investimentos em Saneamento giram entre os 600 bilhões e 1 trilhão de reais e esse montante não será levantado sem o envolvimento de todos: público, privado e sociedade. “Somente com todo mundo junto vamos alcançar a universalização porque é um investimento muito alto a se captar e concorrer com outras áreas estratégicas para o país”, apontou.

Carlos Rosito fez uma explanação histórica sobre o saneamento no país e destacou o investimento baixo destinado a saneamento, em relação ao PIB (Produto Interno Bruto), que giram em torno de pífios 0,2%. “Não falta dinheiro o que falta é capacidade técnica e administrativa para contratar”, pontuou.

Rosito defendeu a participação da iniciativa privada no setor, “não é só desejável, mas indispensável essa participação das empresas. Chile e Inglaterra possuem 100% do serviço privado e com índices invejáveis de atendimento do serviço. Quando falamos de mundo, não passa de 15 a 20% o número de pessoas que são atendidas por serviços de saneamento públicos”, explanou o Vice-Presidente da ABES.

Mangabeira defendeu que para aumentar a presença do setor privado na área de saneamento é necessário haver segurança de um marco regulatório. “A participação da iniciativa privada está paralisada há dois anos por causa dessa incerteza”.

O Diretor de Concessões da BRK Ambiental destacou a importância do serviço prestado pelas empresas de saneamento. “Estamos tratando com vidas, o que torna gratificante poder propiciar melhor qualidade de vida às pessoas”, pontuou Mangabeira.

O Secretário Executivo do Consórcio PCJ, Francisco Lahóz, comentou durante o Webinar, o papel essencial que o Consórcio PCJ realiza em prol da comunidade, desde a sua fundação em 1989. “Nós trabalhamos pela melhoria da saúde das pessoas há três décadas quando assumimos o desafio de prover água em quantidade e qualidade para mais de cinco milhões de pessoas que moram nas Bacias PCJ. Portanto é importante ressaltar que o Consórcio PCJ é uma Entidade incubadora de projetos e boas práticas, interlocutora e agregadora no âmbito nacional e internacional, mostrando-se como essencial para a construção do bem estar e saúde da população e de todos no processo do sistema de gerenciamento integrado do saneamento e recursos hídricos”, atentou.


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