Inauguração de nova ETE faz Indaiatuba atingir 100% no tratamento de esgoto

 

O município de Indaiatuba – e associado ao Consórcio PCJ – atingirá 100% de tratamento de esgoto, com a inauguração no próximo dia 01 de junho da Estação de Tratamento de Efluentes Domésticos (ETE) Mário Araldo Candello. A obra consumiu investimentos na ordem de R$ 40 milhões, a maior parte de recursos próprios do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE).

Localizada no Distrito Industrial Vitória Martini, em uma área de 310 mil metros quadrados, sua vazão de 1000 litros por segundo é suficiente para tratar o esgoto de Indaiatuba pelos próximos 20 anos, sem necessitar de ampliações.

A obra é um investimento decisivo para a despoluição do Rio Jundiaí: manancial de importância estratégica para o desenvolvimento de nosso município e região.

O método de tratamento do esgoto – o biológico, de lodos ativados por aeração prolongada com ar difuso – é um dos mais modernos do mundo, garantindo uma eficiência mínima de 95% na remoção de DBO e de 80% na remoção de nutrientes, além de possuir potencial para utilização do efluente tratado no reuso em lavagem de unidades, ruas, e rega de jardins. No futuro, a água de reuso poderá também ser vendida às indústrias e utilizada na produção.

Funcionamento da ETE

Da caixa de chegada, o esgoto é enviado ao gradeamento grosseiro, onde os sólidos até 30 milímetros são retidos. Seguindo em direção à estação elevatória de esgoto bruto, de onde é recalcado para o tratamento preliminar, para retenção de sólidos até 6 milímetros.

Para medir a vazão de entrada, o esgoto passa pela calha parshall, que o conduz aos desarenadores, onde a areia e demais materiais sedimentáveis são retirados.

O tratamento biológico tem início quando o esgoto é então despejado em duas lagoas de lodos ativados, medindo, cada uma, 171 metros de comprimento, por 67 metros de largura, e até seis metros de profundidade. As lagoas estão dotadas, no fundo e nas laterais, de 24 linhas de difusão de ar atmosférico e difusores de bolhas finas que irão possibilitar a multiplicação das bactérias que se alimentam da matéria orgânica existente no esgoto e que utilizam oxigênio no processo metabólico. Esse método permite alternar zonas oxigenadas e sem oxigênio, reduzindo o consumo de energia elétrica, tornando o tratamento mais econômico, e mantendo o mesmo grau de eficiência. 

O tratamento biológico é complementado pelos decantadores, responsáveis pela remoção mecânica do lodo e escumas.

A ETE Mário Araldo Candello conta ainda com outras duas lagoas de receptação, para serem usadas, em caso de necessidade, na remoção mecânica do lodo. A estação possui, também, um sistema de desidratação de lodo composto por dois adensadores, tanque de armazenagem de lodo e casa de desidratação, e ampla área ajardinada.

O Consórcio PCJ, através do Programa de Saneamento, Racionalização e Combate às Perdas Hídricas, vem ao longo dos anos apoiando os seus consorciados no aumento e melhoria da eficiência dos índices de tratamento de efluentes, que no ano de 1989 era de 3%, em 2009, chegou a 50%.

  Assessoria de Comunicação – Consórcio PCJ em parceria com Assessoria de Comunicação SAAE Indaiatuba  

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