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Entender os dados sobre gestão de recursos e os impactos nos negócios é o desafio para o setor empresarial

17 agosto 2018



Os impactos da gestão de recursos hídricos para o planejamento dos negócios do setor empresarial foram identificados como o grande desafio para os gestores privados nos próximos anos diante da ocorrência de fenômenos climáticos extremos. O tema foi abordado durante o Encontro do Grupo das Empresas do Consórcio PCJ, que aconteceu na ArcelorMittal, em Piracicaba (SP), no último dia 14.

Segundo Mariana Nicolletti, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), 90% das perdas que serão geradas pelos eventos extremos nas Bacias PCJ até 2050 serão arcadas pela indústria, o que demonstra a importância da participação do setor no processo de debates em torno da gestão de recursos hídricos.

“Há oportunidade de melhoria de ações estratégicas e operação através da troca de experiências entre empresas, não só dentro da mesma área de atuação, mas de corporações de diferentes setores. Existe uma dificuldade de entender os dados sobre recursos hídricos e traduzi-los em desempenho da empresa para os diretores, o que pode ser solucionado com apoio técnico de entidades como os Comitês de Bacias e o Consórcio PCJ”, comentou Mariana.

Para o especialista de meio ambiente da ArcelorMittal, Leonardo Ribeiro, que também foi um dos palestrantes do encontro, a gestão da água nas empresas atualmente é de alto risco, já que as ações de recursos hídricos somente na planta de produção não garantem que a mesma não será impactada por variáveis externas. “Muitas vezes investir fora da planta, em outros pontos da bacia hidrográfica, podem atenuar ou mitigar os impactos na produção pela falta de água”, disse.

Segundo Ribeiro, a ArcelorMittal possui 10 diretrizes de Desenvolvimento Sustentável, sendo que a de número cinco trata sobre “ser um usuário confiável do ar, da água e da terra, ou seja, que a sociedade entenda que estamos fazendo o melhor uso possível dos recursos naturais”.

A ArcelorMittal utiliza 1,5 mil litros de água por tonelada produzida de aço; destes, mais de 97% são reutilizados. “Nosso objetivo é cada vez depender menos das concessionárias de abastecimento, podendo até mesmo reduzir a zero essa dependência”, abordou Ribeiro.

Prêmio ArcelorMittal de Meio Ambiente

Durante o encontro, a analista de recursos humanos, Ana Lúcia Scagnolato, apresentou o “Prêmio ArcelorMittal de Meio Ambiente”, um concurso criado em 1992 com foco na promoção de conscientização ambiental e do olhar cientifico. No início do projeto, a iniciativa era um o concurso de redação e desenhos com a participação de professores e alunos de escolas municipais e da rede privada, assim como dos filhos e dependentes dos funcionários da empresa. Atualmente, o projeto passou a premiar atividades científicas. No total, 85.624 alunos e 1.892 professores já participaram do projeto.

Negociações sobre as vazões do Rio Atibaia

Na reunião, o coordenador adjunto da Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico dos Comitês PCJ e representante da Sanasa/Campinas, Paulo Tínel, realizou a intermediação entre a CT-MH e o Diretor de Mananciais da DAE Jundiaí, Martim de França Silveira Ribeiro, para que a concessionária interrompa por 48 horas a captação no Rio Atibaia, para melhorar as vazões no curso d’água que abastece a região de Campinas. A iniciativa foi tomada após a queda brusca e incomum das vazões do rio do último fim de semana para cá, o que acarretou inclusive a necessidade de vazões do Sistema Cantareira na ordem de 10 m³/s.

Como a DAE Jundiaí possui reservatório municipal com autonomia para 60 dias, a interrupção não acarretará prejuízos ao abastecimento municipal e dará um fôlego para o Rio Atibaia em Campinas até que as vazões adicionais do Cantareira cheguem à região, o que deve ocorrer no próximo fim de semana.

No encontro do Consórcio PCJ, após a apresentação do Coordenador de Projetos José Cezar Saad sobre os cenários da escassez hídrica em 2018, Tinel agradeceu em nome da CT-MH e de toda a região pela solidariedade da DAE e do Município de Jundiaí nesse período mais severo da estiagem.


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