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Efeito alelopático das Leucenas foi exposto como impactante para a biodiversidade, em Reunião do Conselho Fiscal do Consórcio PCJ

06 dezembro 2019



Esse fenômeno libera toxinas que inibem o crescimento de vegetação no entorno, comprometendo a biodiversidade

O Conselho Fiscal do Consórcio PCJ se reuniu na manhã da última quinta-feira, dia cinco de dezembro, no Centro Universitário Claretiano, em Rio Claro (SP), para discutir o impacto das Leucenas na biodiversidade nas matas ciliares e áreas de proteção permanente (APP) nas Bacias PCJ, além de debater alternativas para a sustentabilidade hídrica com a construção de piscinões ecológicos e bacias de retenção.

Em sua apresentação sobre a espécie arbustiva das Leucenas, o pesquisador e PhD pela Universidade de São Paulo, Marcelo Leão, abordou o fenômeno de alelopatia que a espécie promove, inibindo o crescimento e desenvolvimento da vegetação ao entorno dessa planta e, consequentemente, das árvores nativas.

A alelopatia é definida como o efeito inibitório ou benéfico, direto ou indireto, de uma planta sobre outra, via produção de compostos químicos que são liberados no ambiente. Esse fenômeno ocorre em comunidades naturais de plantas e pode, também, interferir no crescimento das culturas agrícolas.

“As leucenas se configuram como verdadeiros desertos verdes, prejudicando a biodiversidade do local no qual estão inseridas e não dependem de cuidados mais elaborados para se desenvolverem, o que amplia seu poder de disseminação”, explicou Leão.

O pesquisador também apresentou algumas possibilidades de controle dessa espécie, que tem se dispersado de forma bastante agressiva pelas Bacias PCJ. Segundo ele, existem estudos para controle físico, químico e biológico, sendo este último o mais arriscado. Alguns experimentos tiveram sucesso com o corte e cobertura dos tocos com sacos pretos para evitar a rebrota, e também novas técnicas como o uso de pulso elétrico.

“Junto com o Consórcio PCJ vamos elaborar um plano de controle para os municípios que permita o controle e erradicação de espécies invasoras, que seja o mais ambientalmente indicado e menos custoso”, atentou Leão.

Outro desafio apontado no encontro é a questão de desenvolver legislações especificas de controle de espécies invasoras para evitar problemas legais. Segundo Leão, existem três municípios na nossa região que possui ações nesse sentido e estão desenvolvendo leis para controle de espécies invasoras: Campinas, Valinhos e Sorocaba.

A espécie Leucaena leucocephala é bem arbória e proveniente da América Central. Foi trazida ao Brasil para ser utilizada como suplementação na comida de animais bovinos, porém, sua alta capacidade de dispersão no meio ambiente sem a necessidade de muitos cuidados. A identificação de seu efeito alelopático demonstra o perido que ela representa para a biodiversidade das matas nativas na nossa região. A disseminação dessa espécie é um problema em todo o país, principalmente em ilhas, como em Florianópolis e Fernando de Noronha, que estão usando inclusive o controle químico.

O Consórcio PCJ contratou estudo técnico regional para o controle de espécie vegetal invasora, que será feito pela empresa Propark Paisagismo e Ambiente LTDA., que possui como um de seus sócios o pesquisador PhD Marcelo Leão.

A importância de Piscinões Ecológicos para a sustentabilidade hídrica

A palestra seguinte foi realizada pelo assessor técnico do Consórcio PCJ, Flávio Forti Stenico, que apresentou o projeto de Piscinões Ecológicos para áreas urbanas e as bacias de retenção para a área rural, como alternativa para a ampliação da recarga do lençol freático e, consequentemente, ampliação da disponibilidade hídrica na bacia onde são implantados.

Stenico apresentou o potencial dessas iniciativas e seu baixo custo de implantação como um dos diferenciais para a realização de medidas de contingenciamento em tempos nos quais as mudanças climáticas estão alterando o comportamento das precipitações e, portanto, a sustentabilidade hídrica.

As temperaturas médias têm aumentado na última década, ocasionando, assim, um aumento da evapotranspiração diminuído a disponibilidade de água em rios e represas. Ao mesmo tempo que as chuvas têm sido muito intensas e concentradas. Os Piscinões Ecológicos são construídos em áreas livres que permitam a percolação da água no solo e tem como principal finalidade promover a redução das ondas de pico da drenagem urbana, durante as fortes precipitações no período chuvoso, garantindo a retenção das águas e minimizando os efeitos das enchentes, ao mesmo tempo em que promovem a recarga do lençol freático, atuando como uma “grande bacia de retenção”.

Stenico atentou que o Consórcio PCJ já promoveu uma primeira etapa de capacitação sobre a construção de piscinões e bacias de retenção e que o próximo encontro se dará durante o evento “PCJ Water Summit”, que será promovido pelo Consórcio PCJ com diversos temas sobre gestão das águas, no mês de março de 2020.


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