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Consórcio PCJ sugere aos municípios ações de contingenciamento da estiagem, divididas em fases de gravidade de abastecimento de água

09 outubro 2020



Entidade alerta que chuvas no verão podem ser abaixo do esperado devido ao evento climático “La niña” e serviços de saneamento devem ficar preparados

O Consórcio PCJ enviou na última quarta-feira (07) ofício aos municípios associados com orientações de enfrentamento da estiagem 2020 e sugestões de ações de contingenciamento, divididas em três graus de criticidade de atendimento do abastecimento de água: baixa dificuldade no atendimento de água ou fase verde, média dificuldade ou fase amarela, e alta dificuldade ou fase vermelha. Em cada uma das fases medidas são recomendadas para amenizar os impactos à população e evitar uma possível interrupção do serviço de abastecimento.

O documento atenta que até o momento, as chuvas em 2020 estão 25% abaixo das médias históricas e que os dois últimos anos anteriores também apresentaram redução nas precipitações esperadas. A ocorrência do fenômeno “La Niña”, que esfria as águas do Oceano Pacífico e diminui as chuvas nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, indicando uma tendência para esse ano de precipitações novamente abaixo do esperado.

A preocupação do Consórcio PCJ é que um verão com menos chuvas pode diminuir a recarga do lençol freático e dos reservatórios de água, podendo reduzir ainda mais a disponibilidade hídrica dos mananciais das Bacias PCJ para 2021. Neste mês de outubro os Reservatórios do Sistema Cantareira registraram volume de armazenamento inferior a 40%, adentrando a faixa de alerta de operação dos reservatórios.

“O momento atual é de alerta. Estamos tendo precipitações muito baixas e uma primavera extremamente quente, batendo recordes de temperaturas altas, o que está pressionando o consumo. Portanto, temos aí uma junção de pouca disponibilidade e uma demanda forte, que pode baixar ainda mais nossas reservas de água e um fenômeno climático que pode comprometer a recarga dessas reservas para atender 2021”, alerta o secretário executivo do Consórcio PCJ, Francisco Lahóz.

As fases de contingenciamento da estiagem indicadas pelo Consórcio PCJ, seguem as seguintes diretrizes:

Fase Verde ou Baixa Dificuldade no Atendimento de Água:

1 – Identificação de pontos críticos de insegurança hídrica em áreas urbanas e rurais para planejamento e implantação de medidas de contingência o quanto antes possível.
2 – Capacitação de seus funcionários em cursos, seminários e webinars voltados para soluções alternativas e inovadoras que promovam melhoria no sistema de abastecimento e aumento da segurança hídrica.
3 – Avaliação das demandas mensais de consumo de água e elaboração de previsões das capacidades de disponibilidade hídrica existente nos reservatórios municipais.
4 – Campanhas de sensibilização e conscientização junto à população sobre a problemática dos recursos hídricos em nossa região e incentivos a ações de educação ambiental para uso sustentável da água.
5 – Campanhas de Incentivo a ações de reuso de água, por meio do aproveitamento de água pluvial para atividades menos nobres e lavagem a seco de veículos e calçadas.

Fase Amarela ou Média Dificuldade no Atendimento de Água:


1 – Elaboração de estratégias, o mais rápido possível, para diversificação de fontes para o uso dos recursos hídricos disponíveis, de acordo com as necessidades prioritárias e disponibilidade hídrica da região.
2 – Elaboração de cadastro prévio de caminhões pipas pelas prefeituras e empresas, sendo que os caminhões que transportam água bruta não poderão transportar água potável, devido ao risco à saúde pública por contaminação da água.
3 – Incentivo a implantação de novas tecnologias mais eficientes no consumo de água, como o gotejamento na agricultura, o reuso na indústria, e tecnologias inteligentes e sustentáveis em escolas e prédios públicos (torneiras e cisternas).
4 – Aumento do estoque de suprimentos essenciais no tratamento de água para período de pelo menos 6 meses. Buscar armazenar o estoque em depósitos complementares caso não exista capacidade nos espaços habitualmente utilizados para esse fim.
5 – Adotar estratégias para contingenciamento dos eventos extremos relacionadas as ações de infraestrutura verde, tais como a implantação de piscinões ecológicos em áreas urbanas e bacias de retenção em áreas rurais, favorecendo a infiltração da água no solo e, consequentemente, a recarga do lençol freático e manutenção das nascentes.
6 – Sensibilizar a população quanto às consequências das captações e lançamentos irregulares, e aumentar a fiscalização para impedir que elas aconteçam.

Fase Vermelha ou Alta Dificuldade no Atendimento de Água:

1 – Criação de um Grupo Gestor de Crise, que ficará responsável por executar ações estratégicas que viabilizem a agilização de providências emergenciais, caso necessárias;
2 – Execução de estratégicas de emergência, incluindo captação de água por fontes alternativas e seguras, como as águas subterrâneas, o abastecimento através de caminhões-pipa e incentivos para a redução do consumo de água na agricultura e indústria;
3 – Mapeamento das comunidades e regiões críticas ou sem atendimento adequado aos serviços de saneamento, a fim de garantir o abastecimento seguro e consciente.
4 – Acesso, mapeamento e cadastro pela prefeitura de todos os poços de água subterrânea disponíveis no município;
5 – Promover o cadastramento de reservatórios (açudes) públicos e privados, independente do porte, existentes no município, para utilização em caso de emergência. Já pensando formas na captação da água disponíveis, nesses locais.
6 – Levantar a existência de cavas de mineração, com água armazenada no município já providenciando, previamente, o estudo da qualidade dessas águas e metodologias para a catação e transporte dela.
7 – Promover o estímulo junto a produtores rurais para que construam cacimbas, reservatórios em solo escavado, com impermeabilização e cobertura para evitar a evaporação da captação das águas de chuvas que venham a ocorrer nesse período.
8 – Elaboração de um modelo de decreto municipal com medidas para o controle dos desperdícios de água realizados pela população.
9 – Prever o direito à cidadania e ao uso prioritário dos recursos hídricos para o consumo humano e dessedentação dos animais.
10 – Fomentar  o incentivo a construção de “Piscinões Ecológicos” nas zonas urbanas e “Bacias de Retenção” nas zonas rurais e a instalação de “Cisternas” nas residências, visando a captação de água das chuvas que venham a ocorrer, para o atendimento imediato as demandas do momento e prevenindo-se contra os impactos da estiagem de 2021.

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