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Consórcio PCJ aborda a importância da governança na gestão de recursos hídricos na Rio Water Week

27 novembro 2018



A Rio Water Week está acontecendo nessa semana na cidade do Rio de Janeiro, no pavilhão do Riocentro, com a presença de técnicos do mundo inteiro. Na última segunda-feira, dia 26 de novembro, o secretário executivo do Consórcio PCJ, Francisco Lahóz, participou do painel “As Experiências Brasileiras e Internacionais da Governança da Água para alcançar a ODS 6”. Em sua apresentação, Lahóz pontuou sobre o processo de implementação da gestão de recursos hídricos no Brasil e a importância da governança e governabilidade nesse processo.

O painel ainda contou com as exposições de Paula Kehoe, diretora de Recursos Hídricos da San Francisco Public Utilities Comission, da Califórnia, nos Estados Unidos; e de Dhesigen Naidoo, CEO da Water Research Comission, a Agência Nacional de Inovação, Pesquisa e Desenvolvimento de Água e Saneamento da África do Sul. As apresentações foram moderadas por Célia Regina Rennó, da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES).

O Secretário executivo abordou o contexto histórico de implantação da gestão da água no Brasil, destacando o importante papel das experiências internacionais, como o modelo francês, nesse processo, mas pontuando sobre a necessidade de aprendermos com nossas próprias experiências, atualmente. “O nosso país tem dimensões continentais o que demanda entendermos melhor as peculiaridades das características locais e adaptar o Plano Nacional de Recursos Hídricos à essas realidades”, pontuou Lahóz.

O papel central das Bacias PCJ no pioneirismo da implantação das políticas e ferramentas de gestão de recursos hídricos, também foram enaltecidos por Lahóz ao destacar que a região é um modelo de sucesso tanto nacional como internacional. “Os franceses comentam que os avanços que tivemos nas Bacias PCJ em 30 anos superam os resultados obtidos pela França nesse mesmo período”, comentou o secretário executivo do Consórcio PCJ.

Concluindo sua apresentação, Lahóz destacou sobre a importância de os municípios terem bons projetos para conseguir financiamentos em linhas de crédito nacionais e internacionais. Segundo ele, o sucesso das Bacias PCJ se deve a elaboração de um banco de projetos bem estruturado.

Experiências da Califórnia e da África do Sul

Paula Kehoe destacou os aprendizados da Califórnia com as três últimas grandes secas, especialmente a que aconteceu entre 2012 e 2017, em que foram necessárias ações mais duras, como restrição do abastecimento, alocação da distribuição de água entre os setores e aumento de tarifas para obras emergenciais e de longo prazo. A diretora norte-americana destacou também as ações de sensibilização como o programa de troca de equipamentos hidráulicos antigos por novos, mais modernos e econômicos nas residências. “Efetuamos a trocas de torneiras e vasos sanitários por meio de incentivos financeiros e por meio de campanhas de sensibilização, pois, temos em mente que todo equipamento deve ser novo e eficiente”, atentou.

Já CEO da Agência da Água na África do Sul, Dhesigen Naidoo, pontuou sobre as semelhanças dos problemas e desafios da gestão da água no seu país com o modelo brasileiro, atentando que “as secas são o estresse teste para sabermos se o que pensamos, os caminhos que escolhemos, possui toda a informação necessária”, disse.

Sengundo Naidoo, na África do Sul, antes do direito ao uso da água ser alocado, primeiro vem a questão da manutenção dos cursos d’água, o que eles chamam de princípio da Reserva Ecológica.

“Participar deste painel foi uma experiência, como outras que tive na ABES, de valor inestimável. Principalmente porque neste trouxemos por um lado os EUA, Califórnia, que tem alta tecnologia e por outro lado a África do Sul, que é um país como o Brasil com muitos problemas, que já enfrentou inúmeras adversidades inclusive políticas. Mas eles estabeleceram planos e metas, estão fazendo adequações legais e estão evoluindo. Eu tive a oportunidade mostrar o nosso lado que, para muitos é uma meta não atingida, mas estamos no caminho. Nós temos um país do tamanho de continente e isso leva tempo para construção de um sistema de gerenciamento que integre saneamento, recursos hídricos e meio ambiente de forma adequada. Eu sou otimista e acredito que vamos chegar lá!”, comentou Francisco Lahóz, secretário executivo do Consórcio PCJ.

Na próxima quarta-feira, dia 28, às 14h, haverá outra apresentação do Consórcio PCJ no Congresso Rio Water Week, que será realizada pelo gerente de Comunicação e Sensibilização da entidade, Murilo Sant’Anna, que abordará a importância para a divulgação das ações do consórcio na sensibilização da comunidade por meio do contato com a imprensa e uso das novas tecnologias digitais. O número da Sessão é a 821 e será realizada na sala 6, do pavilhão do Riocentro.


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