Projetos com Petrobras, Sabesp e Fehidro são exemplos de sucesso do PPM

Iniciativas se destacaram nessas três décadas de existência do programa

Nesses 30 anos de existência do PPM (Programa de Proteção aos Mananciais) o Consórcio PCJ conseguiu realizar excelentes parcerias que se tornaram cases de sucesso do projeto, como as realizadas com a Petrobras/Replan (Refinaria de Paulínia), Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) e Fehidro (Fundo Estadual de Recursos Hídricos).

Com a Sabesp, o PPM promoveu o plantio de 100 mil mudas dentro de 15 municípios consorciados, fornecidas por dois viveiros da empresa, situados nas cidades de Vargem e Cotia. Já com os recursos do Fehidro, foi possível realizar entre 1999 e 2000 a plantação de 160 mil mudas em 14 cidades, além da parceira para a criação de dois viveiros municipais de mudas, nas cidades de Limeira e Rio Claro.

Os resultados do convênio com a Petrobras/REPLAN, firmado em 2008, foram tão positivos que chegaram a ser apresentados em março de 2001 no Pavilhão Brasil, no painel “Organização do Setor Privado na Gestão dos Recursos Hídricos”, dentro do 6º Fórum Mundial da Água, naquele ano realizado em Marselha, na França. A parceria foi tida como exemplo a ser seguido de ações de integração regional.

A ação de reflorestamento com a Petrobras propiciou a recuperação das bacias dos Rios Camanducaia e Jaguari, com o plantio de 200 mil mudas nativas. O então consultor de meio ambiente e engenheiro químico da refinaria, Jorge Mercanti, acompanhou de perto todo o processo até a sua saída da empresa, em 2014. Atualmente, Mercanti é representante do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) DR-Campinas nos Comitês das Bacias PCJ, coordenador da Câmara Técnica do Uso e Conservação da Água na Indústria (CT-Indústria) e do Grupo de Trabalho – Previsão Hidrometeorológica dos Comitês PCJ.

“Fomos a primeira empresa associada ao Consórcio PCJ, e eu mesmo, antes do PPM, frequentava o Consórcio para aprender mais sobre seu trabalho. Na minha avaliação era uma boa relação de custo-benefício pela competência e confiança que tínhamos no trabalho do PCJ. Além disso, a entidade tem um grande poder de articulação e realiza um trabalho muito sério”, afirma.

Além da parceria na área de revitalização de matas ciliares, a Petrobras teve outras dez ações com o Consórcio PCJ, todas levadas a termo. Além disso, ele observa que o projeto não teve um custo elevado, com resultados bastante positivos. Após a vegetação da área de reflorestamento ficar formada e com condições de seguir seu desenvolvimento sozinha, a responsabilidade da sua manutenção passa aos proprietários que participaram do projeto de revitalização ao redor das Bacias dos Rios Camanducaia e Jaguari.

“O Consórcio acompanhou o desenvolvimento das mudas durante os cinco anos, para depois ter a floresta consolidada. Durante esse período algumas espécies morrem, outras uma tempestade derruba, por isso é preciso haver esse cuidado. O PPM tem metodologia e um projeto que engloba todas as fases”, encerra.

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