Ambientalistas locais elogiam iniciativa do Projeto Olhos da Serra

A execução do Projeto Olhos da Serra na Reserva Biológica (Rebio) da Serra do Japi está sendo muito bem recebida por ambientalistas locais. Para eles, além da preservação da área e monitoramento dos incêndios florestais, a proposta também servirá para conscientizar a população local da importância da preservação da área.

“A importância da preservação da biodiversidade da Serra do Japi é imensurável. O projeto Olhos da Serra terá um impacto positivo não só no monitoramento dos incêndios florestais, mas também na geração de indicadores e na conscientização dos moradores e visitantes para respeitarem uma área tão vulnerável. Espero que essa proposta seja o início de uma parceria duradoura e eficaz na manutenção dos valores da Serra, como a água e o clima, e à ausência de ruídos que prejudiquem os animais, tão importantes para a vida saudável da cidade de Jundiaí”, acredita Yone Guatta, sócia-fundadora da Associação dos Amigos do Japi, parceira do projeto.

A ex-presidente da Associação, Suzana Traldi, tem acompanhado as mudanças das características ambientais, sociais e culturais da região desde criança, e aos 72 anos ainda se preocupa muito com a sua preservação. “A mudança climática está mostrando sua garra pelo aquecimento e falta de chuva, levando à perda da riqueza da floresta e ameaça de fogo. O avanço humano sobre terras baratas, desafiando a legislação municipal e estadual, é outro fator de alto risco. Jundiaí corre risco alto se a Serra continuar a sofrer agressões, que poderá rapidamente se desertificar, e as cidades ao redor também sofrerão com essa catástrofe, com falta de água e acentuação de calor”, alerta.

or essa razão, Suzana está se sentindo agraciada por esse projeto, sabendo que existem propostas para o mundo e que a Fundação Coca-Cola inseriu a cidade nele, pelo fato de ser uma área verde importante dentro de uma conurbação impactante. “Somos uma comunidade que luta pela manutenção de uma ideia de Japi formatada inicialmente pelo professor Ab’Saber, responsável pelo tombamento da Serra, e por universidades como a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), USP (Universidade de São Paulo) e outras, que incansavelmente fazem estudos aqui para suas teses de mestrado, doutorado, trazendo à luz tantas informações sobre o ambiente natural”, destaca.

Para o casal Rogério e Silvia Cabrera Merlo, também filiados à Associação Amigos do Japi, a expectativa é que o projeto impacte positivamente a comunidade local com suas ações de preservação da Rebio e seu entorno. “A Reserva Biológica atualmente está muito vulnerável aos impactos de pessoas, ciclistas, motos, jipes que adentram na área sem autorização, ocasionando danos à flora, fauna e contaminação das águas. A Serra do Japi é um importante fragmento florestal da Mata Atlântica no Estado de São Paulo, e é rica em biodiversidade. Diante da sua importância e principalmente da Reserva Biológica, é muito importante sensibilizar a população local e, também, os visitantes para que respeitem e ajudem a preservar a Serra”, afirmam. “Outro impacto positivo será o aprimoramento do monitoramento de incêndios florestais e a geração de indicadores, que no futuro possibilitarão avaliar e planejar ações com foco na sustentabilidade.”

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