30.09.2015 - Georreferenciamento já identificou 150 das 616 nascentes catalogadas em Valinhos

Em pouco mais de 10 dias de trabalhos, já foram identificados cerca de 150 nascentes no município associado Valinhos (SP), de um total de 616 registradas em mapa cartográfico do Instituto Geográfico e Cartográfico (IGC), vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão do Estado de São Paulo. A primeira etapa do trabalho realizado pela empresa contratada por licitação pelo Departamento de Água e Esgoto de Valinhos (DAEV) começou com a análise de informações repassadas pelo IGC.

“Com base nas informações das cartas topográficas, saímos a campo para localizar, georreferenciar e fazer registros fotográficos das nascentes. Depois de encerrados os trabalhos, o DAEV receberá um laudo técnico relatando nascentes encontradas e a qualidade ambiental de cada uma delas”, afirmou o presidente do DAEV, Luiz Mayr Neto.

Um aparelho GPS (Global Position System, por suas siglas em inglês) fornece via satélite a posição exata da nascente com base em informações catalogadas pelo IGC ao técnico, que constata a presença da mina, observa e confirma o posicionamento, se ela mudou de local, secou ou onde a água brota. O registro é fotográfico e com o preenchimento de questionário.

Para realizar o trabalho em campo, o DAEV pede a colaboração da população que permita o acesso do técnico, devidamente identificado e de posse de autorização da Autarquia, ao local indicado pelo satélite para localizar a nascente e registrá-la.

“O trabalho realizado agora é uma pesquisa de campo. O DAEV não vai penalizar ninguém pela situação encontrada atualmente pelo técnico. Em caso de dúvidas, o telefone para mais informações sobre as visitas às propriedades é 2122-4449, com engenheiro Daniel Maeda”, disse o diretor do Departamento de Planejamento, Obras e Fiscalização, Eduardo Bottura.

A empresa vai entregar ao DAEV relatórios mensais com a descrição de cada nascente encontrada. Esse trabalho deve ser concluído até janeiro de 2016. Já foram localizadas nascentes secas, degradadas e preservadas. A expectativa do DAEV é viabilizar parcerias com empresas ou mesmo com o Consórcio das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí para incentivar a recuperação de nascentes e preservar a sua totalidade no município. Neste contexto, os proprietários de áreas urbanas ou rurais terão papel fundamental.

“O DAEV faz o georreferenciamento como uma das mais importantes estratégias ambientais para identificar e preservar as nascentes. Sem elas, Valinhos poderá voltar a ficar sem água no futuro. O trabalho começa com a catalogação, avança com ações de recuperação e preservação e manutenção das minas em todo o município. Em eventuais crises hídricas, esses recursos podem contribuir para o abastecimento da cidade, assim como fizemos nos últimos dois anos com as captações emergenciais dos Córregos Invernada e Ponte Alta”, recorda Mayr.

O Consórcio PCJ tem orientado municípios a mapearem as nascentes em suas áreas para identificar aquelas que estão em situação de degradação e, assim, iniciar o processo de recuperação. Pensando nisso, a entidade lançou no mês de setembro os 10 Mandamentos para Proteção das Nascentes com orientações nesse sentido. O município de Nova Odessa, em 2014, por exemplo, realizou iniciativa semelhante com as nascentes que alimentam os reservatórios da cidade, praticando em paralelo o desassoreamento das represas. Esse conjunto de ações permitiu ao município atravessar a estiagem de 2015 sem restrição de consumo de água à população.

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Técnico fazendo o Georreferenciamento.

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Nascente mapeada em Valinhos (SP)